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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Falseamento da literatura.

Produzir e apreciar literatura, seja ela de informação ou entretenimento é direito de todos. E isso tem a uma obliteração de diferenças e ao nivelamento por baixo das profundas dissonâncias entre as múltiplas experiências que a literatura oferece. Embora não se pretenda jamais a formulação de critérios absolutos de qualidade, o mínimo que se pode pensar é que a experiência da linguagem que a literatura suscita é sempre a do inaugural.


E a leitura de um livro é como o desafio de qualquer nova experiência. E muitas vezes uma literatura fácil, teoria fácil, modos fáceis de leitura – banalidades de um conceito de escola que, em nome de uma pretensa adequação às aspirações do aluno, antecipa o seu desejo e lhe veda o direito aos desafios.

Assim, essas propostas de facilitação de leitura, oriundas de uma PEDAGOGIA DO AJUSTE, vêm proporcionando uma “obscuração” no verdadeiro sentido da leitura.

Um livro para ser bom depende muito mais dos que o lêem, do que propriamente do seu conteúdo.

Sem professores leitores jamais teremos alunos leitores

Filosofia e Sociologia na Educação

A Filosofia e a Sociologia da educação se relacionam de maneira íntima na função de avaliar o homem enquanto ser social. Atualmente, essas ciências vêem-se desafiadas a pensar e repensar as novas formas de informação e produção do conhecimento, levando em conta todos os avanços tecnológicos pelos quais a sociedade vem passando.

Como ambas pertencem ao campo do conhecimento relacionado aos aspectos da vida do ser humano, faz-se necessário o resgate da cidadania nacional, enquanto seres inseridos em determinada sociedade.

Assim, essas ciências exercem o papel de resgate e de desenvolvimento de habilidades para o seu papel de cidadão, afastando-o da alienação e impedindo que ele seja facilmente manipulado.

O pensar crítico enquanto sobre quem somos enquanto nação é que nos faz questionar e repensar: o que é ser cidadão? Como aconteceu a formação do país? Preciso saber cantar o hino nacional?

Cidadania é pensar, questionar e, repensar para então refletir e agir sobre o que está em nossa volta.

O que é Interdisciplinaridade?

Atualmente muitas escolas se esforçam em criar projetos interdisciplinares, universidades se alvoroçam para criar grupos de estudo com especialistas nas diversas áreas do conhecimento e o mercado exige um profissional multidisciplinar, multitarefa. Porém, segundo Ivani Fazenda, umas das expoentes na pesquisa da interdisciplinaridade, afirma que: “Muitos dizem que fazem projetos interdisciplinares, mas poucos fazem de forma consciente.”
A interdisciplinaridade está diretamente ligada à interação entre as disciplinas e não no contexto em que uma invade o espaço da outra. Na interação a preocupação está voltada em conhecer e relacionar os conteúdos. Não há quebra de barreiras entre as disciplinas. Na interdisciplinaridade há o fator de transformação e não de construção. No interdisciplinar as disciplinas estão em contato, mas dependem umas das outras, e por isso, não invadem o espaço alheio.
Quando os limites entre as disciplinas são quebrados, rompidos, o que temos é a transdisciplinalidade, pois se constitui nesse momento um sistema que ultrapassa as relações e interações.
Resumindo, no interdisciplinar, as disciplinas apenas se relacionam. No transdisciplinar não existem disciplinas, pois não existe separação ou quebra do conhecimento. O conhecimento aqui é totalidade e não junção de partes. 

Informática e Projeto Político Pedagógico: Um caminho possível

A Informática vem adquirindo cada vez mais relevância no cenário educacional. Sua utilização como instrumento de aprendizagem e sua ação no meio social vem aumentando de forma rápida entre nós. Nesse sentido, a educação vem passando por mudanças estruturais e funcionais frente a essa nova tecnologia. 
Segundo FRÓES : “A tecnologia sempre afetou o homem: das primeiras ferramentas, por vezes consideradas como extensões do corpo, à máquina a vapor, que mudou hábitos e instituições, ao computador que trouxe novas e profundas mudanças sociais e culturais, a tecnologia nos ajuda, nos completa, nos amplia.... Facilitando nossas ações, nos transportando, ou mesmo nos substituindo em determinadas tarefas, os recursos tecnológicos ora nos fascinam, ora nos assustam...”
De acordo com (FRÓES) “Os recursos atuais da tecnologia, os novos meios digitais: a multimídia, a Internet traz novas formas de ler, de escrever e, portanto, de pensar e agir. O simples uso de um editor de textos mostra como alguém pode registrar seu pensamento de forma distinta daquela do texto manuscrito ou mesmo datilografado, provocando no indivíduo uma forma diferente de ler e interpretar o que escreve, forma esta que se associa, ora como causa, ora como conseqüência, a um pensar diferente.”
O principal objetivo, defendido hoje, ao adaptar a Informática ao currículo escolar, está na utilização do computador como instrumento de apoio às matérias e aos conteúdos lecionados, além da função de preparar os alunos para uma sociedade informatizada.
Vivemos em um mundo tecnológico, onde a Informática é uma das peças principais. Conceber a Informática como apenas uma ferramenta é ignorar sua atuação em nossas vidas. E o que se percebe? Percebe-se que a maioria das escolas ignora essa tendência tecnológica, do qual fazemos parte; e em vez de levarem a Informática para toda a escola, colocam-na circunscrita em uma sala, presa em um horário fixo e sob a responsabilidade de um único professor. Limitando assim, todo o processo de desenvolvimento da escola como um todo e perdem a oportunidade de fortalecer o processo pedagógico.
A globalização impõe exigência de um conhecimento holístico da realidade. E quando colocamos a Informática como disciplina, fragmentamos o conhecimento e delimitamos fronteiras, tanto de conteúdo como de prática. Dentro do contexto, a função da Informática é promover a interdisciplinaridade ou, até mesmo, a transdisciplinaridade na escola.
A Informática educacional deve fazer parte do projeto político pedagógico da escola, projeto esse que define todas as pretensões da escola em sua proposta educacional. Assim, podemos tirar algumas conclusões importantes sobre a introdução da Informática na escola. Ela ocorre:
Ø  Dentro de um processo, com alguns momentos definidos;
Ø  Deve existir a figura do coordenador de informática que articula e gerencia o processo, de modo a buscar os recursos necessários e mobilizar os professores;
Ø  Quando essa introdução está engajada num projeto político pedagógico com apoio da direção e dos professores.